Sistema é de fundamental importância para que a distribuição de mercadorias aconteça com agilidade, além de promover a redução de custo de forma estratégica

Com o crescimento do e-commerce (segundo o indicador Mastercard SpendingPulse, foi de 75% em 2020 comparado ao ano anterior, com faturamento na ordem de R$ 87,4 milhões) foi preciso inovar para empregar agilidade à operação.

Tudo aconteceu muito rápido, num momento em que muitos setores da economia tiveram que se reinventar com rapidez para atender um número muito maior de pedidos, com uma capilaridade muito mais ampla, em diversos novos canais de entrega, exigindo várias transformações e melhorias.

Nesse cenário o cross docking, ferramenta de preparação de pedidos essencial para a logística, elimina a etapa intermediária de armazenamento da mercadoria; permite que o preparativo e expedição de pedidos seja agilizado, reduzindo os custos operacionais. Para tanto, é preciso empregar um gerenciamento eficiente, com planejamento e critério.

É uma operação complexa, muito utilizada pelo e-commerce, que exige uma profunda integração entre empresa, diversos fornecedores/produtores, transportadores e um centro de distribuição ou operador logístico. É importante que seja implementado um sistema sólido e efetivo para que seus benefícios sejam percebidos. 

Por se tratar de uma dinâmica de trabalho mais enxuta, com o cross docking as operações ganham agilidade e os custos operacionais se reduzem. O sistema, aliado a ferramentas tecnológicas – como sistemas TMS, leitura de etiquetas de código de barras – proporciona um ganho significativo de economia e produtividade. Fluxo de informação, trabalho em equipe, uma gestão eficiente e o uso da tecnologia são essenciais para que tudo dê certo nesse tipo de operação.

Implementando o cross docking

Para implementar um sistema de cross docking é preciso adotar uma estratégia que coloque em prática um conjunto de ações planejadas e que funcione em sincronia.

Para tanto, é preciso investir em um software de gestão de transportes (TMS) adequado para este tipo de operação, no planejamento do processo, numa efetiva comunicação interna e externa e na qualificação dos profissionais que trabalham no sistema. O foco deve sempre estar no atendimento com excelência ao cliente e nas negociações de qualidade com fornecedores e parceiros de entregas.

Praticar o cross docking demanda que as ferramentas certas sejam alinhadas com os processos de trabalho bem definidos e a capacitação de cada profissional, que deve ser conscientizado quanto à correta alimentação e utilização do sistema e cumprimento dos procedimentos padrão em cada função.

Entender o que é o cross docking e como implementá-lo da maneira correta na sua empresa consiste em um passo importante para conquistar melhores resultados. Os custos serão menores e a rapidez e o padrão de qualidade, maiores. Isso é sinônimo de clientes satisfeitos e crescimento das margens de lucros.

A Baden Express, especialista em serviços de transportes, aluguel de veículos com motoristas para entregas urgentes, distribuição de mercadorias, transportes de pessoal, armazenamento e logística, preparou esse informativo respondendo algumas dúvidas sobre o cross docking. Confira:

O que é o cross docking?

Na tradução literal do inglês cross docking quer dizer cruzamento de docas. É, na prática, uma ferramenta eficiente para a distribuição de mercadorias que quando chegam aos centros de distribuição, encontram uma estrutura preparada para separar cada encomenda e enviá-la em até 24 horas (e até imediatamente) aos seus destinatários.

Esse sistema tem sido muito utilizado entre comércios que não querem (ou não podem) ter uma estrutura física que o comporte, e por outros setores de negócios que precisam de agilidade e rotatividade operacional. Com o cross docking as mercadorias não ficam mais do que 24 horas armazenadas e a estrutura funciona como uma área de transição onde são manipuladas e separadas para o envio.

Como ele funciona?

Com o cross docking tudo acontece rápido e de forma coordenada: enquanto os fornecedores descarregam suas mercadorias nas docas, a equipe do armazém ou da transportadora, já com todas as informações de cada despacho, organiza e separa as cargas de acordo com cada pedido. Separados em lotes, são acomodados nos veículos que realizarão as entregas nos seus destinos finais. Essa operação permite que a entrega possa se dar até no mesmo dia.

Então é possível substituir a armazenagem pelo cross docking?

Sim, isso mesmo. Com o cross docking é eliminada a necessidade de estocagem, já que as mercadorias ficam na estrutura apenas pelo período que são conferidas, separadas, preparadas em lotes para roteirização e enviadas. Dessa forma, faz-se desnecessário destinar uma área para armazenar as cargas dos fornecedores.

Por que o cross docking imprime agilidade na entrega?

A agilidade é um dos principais argumentos dos entusiastas do cross docking. Como dito há pouco, as mercadorias não são armazenadas, assim que chegam já são conferidas e enviadas. O prazo de entrega é encurtado, gerando economia de tempo na expedição e simplificando enormemente os procedimentos tradicionais.

É possível reduzir as falhas com esse sistema?

Sim, com o cross docking o controle de qualidade ganha eficiência, já que o sistema auxilia na conferência de produtos errados ou com defeito, reduzindo assim, possíveis falhas na entrega. A detecção de não conformidades acontece de forma preliminar e não há o custo (de recursos e de comprometimento de imagem) de fazer uma entrega errada.

E quanto a segurança, é possível conter os furtos?

Quem opera no setor logístico sabe que o furto de mercadorias é sempre uma dor de cabeça, que além de gerar prejuízos financeiros, compromete a imagem da empresa e impacta no atendimento ao cliente. O cross docking reduz de forma importante as possibilidades de furtos no centro de distribuição, já que as mercadorias permanecem lá por período reduzido.

É possível reduzir os custos logísticos com o cross docking?

É sim. O cross docking elimina os custos de uma estocagem, que representam os custos da área física ocupada pelo armazém, despesas de manutenção, com mão de obra, com equipamentos (paletes e porta-paletes), despesas administrativas, com seguros e prejuízos diversos ocorridos na atividade de armazenagem, como quebras, perdas, roubos, etc. 

Qual a relação do cross docking e o custo do inventário?

O sistema, como gera economia do espaço de armazenagem (a estrutura é usada apenas para a transição entre o recebimento das mercadorias nas docas e envio), resulta na economia do custo do inventário, o custo de estocar produtos, calculado pelos custos de capital, de armazenagem, taxas, seguranças e depreciação dos equipamentos.

As etapas como o picking e o armazenamento estão presentes no cross docking?

Não. Com o cross docking algumas etapas intermediárias deixam de existir, como o armazenamento e o picking. Nesse sistema, o número de operações e o manuseio de cargas é diminuído, assim como o espaço de armazenagem (as mercadorias ficam pouquíssimo tempo estocadas); fatores que juntos ajudam na redução do risco de danos à mercadoria. Ficam mantidas a descarga, o controle de qualidade, a disposição e a expedição de mercadorias. Outra vantagem relacionada é o aumento da produtividade dos operadores.

O cross docking pode otimizar a capacidade dos veículos transportadores?

Pode sim, isso porque a consolidação da carga a ser transportada e a roteirização acontece de forma inteligente, priorizando o eficiente aproveitamento da capacidade útil dos veículos e a distribuição regionalizada, o que reflete imediatamente na redução dos custos e na melhora da lucratividade da transportadora.

O cross docking tem uma pegada sustentável?

Tem sim. Essa é a “cereja do bolo” dentre tantos benefícios do sistema, que gera uma considerável economia energética em relação ao transporte da mercadoria, fora e dentro do armazém, permitindo executar uma cadeia de suprimentos mais ecológica e respeitosa com o meio ambiente.

Como vimos, o cross docking é um sistema que capacita a empresa a conquistar melhores resultados, com redução dos custos e aumento da qualidade e agilidade, o que impacta na satisfação dos clientes e no aumento das margens de lucro.